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"Hiperactividade na Criança, o que Fazer? Uma Ajuda para Pais e Educadores"

 

Este novo espaço visa informar Pais e Educadores acerca da problemática da Hipercatividade na criança, de maneira a promover a compreensão, prevenção e melhoria da qualidade de vida tanto das crianças como das suas famílias.

Tendo em conta este objectivo o Site "PSICOFORUM" disponibilizará informações através de textos, artigos e links (da especialidade), com o intuito de informar Pais, Educadores e profissionais da área da saúde e Ciências Sociais.

Passaremos a transcrever um texto elaborado por Linda Serrão fundadora da "Associação Portuguesa de Hiperactividade"

Chamo-me Linda Serrão e estou a formar a Associação Portuguesa de

Hiperactividade . A criação da associação prende-se com o facto de o nosso

País estar agora  a despertar para este problema que atinge muitas crianças

em idade escolar.

  A associação, que em breve será formalizada, tem como objectivos apoiar pais

e professores, ajudando-os a entender e lidar com o Síndrome de Défice de

Atenção e Hiperactividade (SDAH), a perturbação neurocomportamental

considerada mais frequente na criança.

  Pais e professores informados são fundamentais para um melhor

desenvolvimento destas crianças, cujos comportamentos problemáticos se

manifestam em casa, nas salas de aula e em outros ambientes.

  Vulgarmente vistas como crianças mal educadas, impacientes desconcentradas e

impulsivas, entre outros atributos, quando são diagnosticadas revelam que a

causa do seu comportamento está este síndrome. Na escola têm fracos

resultados, apesar de muitos deles serem bastante inteligentes, porque o seu

tempo de concentração é inferior à média normal, e a sua actuação estar

muito mais limitada. São também crianças que não conseguem estar quietas, o

que não quer dizer que todos os irrequietos sejam hiperactivos. Têm mais

acidentes do que as crianças «normais».

  Quando são acompanhadas por neuropediatras, os especialistas que sabem lidar

com o problema, as consequências deste síndrome podem ser controladas. Mas

para isso é preciso que pais e professores estejam dentro do problema, para

encaminharem os muitos casos que existem e não estão diagnosticados.

  Neste momento temos 24 consultas hospitalares especializadas, no Continente

e Regiões Autónomas, algumas das quais contam com apoio de professores

destacados do vosso ministério, que executam um trabalho precioso de ligação

entre equipa especializada e escolas. Há uma série de conselhos que são

muito úteis aos professores para poderem lidar com uma criança destas na

sala de aula.

  Algumas destas crianças necessitam de tomar diariamente um medicamento que

só pode ser obtido nas farmácias hospitalares. O medicamento ajuda-as a

concentrar e acalmar, o que reforça a sua auto-estima, normalmente muito

fragilizada, e ajuda a construir comportamentos positivos, fundamentais no

seu futuro. Sabe-se que uma percentagem não negligenciável destas crianças,

quando chegam à idade adulta, têm problemas que vão da marginalidade à

toxicodependência.

  Revistas científicas referem que o SDAH afecta entre 3 a 20% de todas as

crianças em idade escolar, sendo os rapazes 4 a 9 vezes mais atingidos do

que as raparigas. Pode manifestar-se logo no jardim infantil, mas regra

geral causa mais problemas na escola, porque há mais exigência no controle

da atenção e das actividades.

  A causa desta perturbação continua desconhecida, embora os últimos estudos

apontem frequentemente uma origem genética. Há inúmeros casos de familiares

com o mesmo problema. Novas técnicas de imagiologia e ressonância magnética

referem diferenças subtis a nível cerebral. Verifica-se que estas crianças

têm uma dificuldade nos neurotransmissores.

  Muito mais poderia ser dito sobre este síndrome. Mas estou á vossa

disposição para o que for necessário. Na certeza porém que o vosso papel

pode fazer toda a diferença. O Ministério da Educação não pode esquecer que

muitas destas crianças têm problemas na escola. Todos nós, pais e

professores, beneficiariamos com uma intervenção bem direccionada.

 

o meu contacto é 964177746, A.P.H@NETCABO.PT

"...trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser, e ajude-as a tornarem-se naquilo que elas são capazes de ser..."

 

Novidadesamento nas farmácias em Agosto

NOVO MEDICAMENTO EM PORTUGAL

 

A partir do próximo mês, a medicamentação para crianças hiperactivas vai estar disponível nas farmácias comuns e sujeita a comparticipação. Até agora, os fármacos que estimulam o sistema nervoso central, a que estas crianças são obrigadas a recorrer diariamente, apenas se podiam encontrar nas farmácias hospitalares, muitas vezes sujeitas a rupturas de stock.

 

A oferta é feita através de um novo medicamento, o Concerta XL que vem substituir as substâncias como o metilfenidato (administradas três vezes ao dia), que até ao momento não dispunham de alternativa terapêutica. Esta é a primeira formulação de uma única toma diária, que proporciona o controlo de sintomas por um período de doze horas às crianças que sofrem de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA).

 

Esta é uma doença comportamental que, estima-se, afecta entre 5 e 10 por cento das crianças em idade escolar e entre os seus principais sintomas incluem-se a desatenção, a hiperactividade e a impulsividade. Calcula-se que aproximadamente cinquenta por cento das crianças com PHDA sofrerão desta doença durante toda a sua vida adulta.

 

  ASSOCIAÇAO PORTUGUESA DA CRIANÇA HIPERACTIVA - A.P.H@NETCABO.PT, RUA BARTOLOMEU DIAS, Nº 22 - CV-DTº - 2620- 090 POVOA DE SANTO ADRIAO - PORTUGAL

TL: 9696957412 - 21.9380005

 

LINKS:

Manual de Hiperactividade 

Hiperactividade Infantil e perturbações do comportamento

Hiperactividade na Criança

Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH)

Centro de Documentação e Informação Sobre a Criança

Primera Infancia y Educación Familiar

National Attention Deficit Disorder Association

Children and Adults with Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder

 

 

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